segunda-feira, 15 de março de 2010

CRONOGRAMA AULAS ESTUDOS DA CONTEMPORANEIDADE I- TURMA SEGUNDA.

MARÇO

1 – RECEPÇÃO, APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA E DE VÍDEO SOBRE MILTON SANTOS
8 – MÓDULO 1
15 – MÓDULO 1
22 – MÓDULO 1
29 – ENTREGA DA MEMÓRIA DO MÓDULO 1 E INÍCIO DO MÓDULO 2

ABRIL
5 – MÓDULO 2
12 – MÓDULO 2
19 – ENTREGA DA MEMÓRIA DO MÓDULO 2 E INÍCIO DO MÓDULO 3
26 – MÓDULO 3

MAIO
3 – MÓDULO 3
10 – MÓDULO 3
17 – ENTREGA DA MEMÓRIA DO MÓDULO 3 E INÍCIO DO MÓDULO 4
24 – MÓDULO 4
31 – MÓDULO 4

JUNHO
7 – MÓDULO 4
14 – ENTREGA DA MEMÓRIA DO MÓDULO 4 E REALIZAÇÃO DA PROVA
21 - APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DOS TRABALHOS
28 – APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DOS TRABALHOS

JULHO
5 – APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DOS TRABALHOS E AVALIAÇÃO DO SEMESTRE

Ainda sobre a extensão

Na aula desta segunda, eu falei sobre a inexistência de chamadas de financiamento de projetos de extensão, que sempre existem, em vários órgãos, na área da pesquisa. E eis o que acabo de ler no site da UFBA:

A Pró-Reitoria de Extensão da UFBA (Proext) vai lançar nesta quarta-feira (17 e março), com o apoio da Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (Proplad), o Edital Interno UFBA 01/2010, voltado a professores da Universidade Federal da Bahia interessados em apresentar propostas para obtenção de financiamento a projetos no âmbito da extensão universitária. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global de R$120.000,00 (cento e vinte mil reais). Os projetos terão o valor máximo de R$20.000,00 (vinte mil reais), para gastos com itens de custeio e capital. As propostas devem ser apresentadas, em três vias, sob a forma de projeto em formulário específico e protocoladas na Pró-Reitoria de Extensão, à Rua Caetano Moura, n.º 170 ‒ Federação. A proposta deve vir acompanhada, também em três vias, do curriculum vitae, em formato lattes, do coordenador da proposta. As propostas devem ser protocoladas na Pró-Reitoria de Extensão da UFBA até as 17h do dia 15 de abril. Não serão aceitas propostas submetidas por qualquer outro meio ou fora do prazo estipulado. De acordo com o Edital, será aceita uma única proposta por proponente/coordenador(a).

Sobre as nossas avaliações

Oi pessoas,tudo bem?

Algumas pessoas que não estiveram em nossas aulas me perguntaram sobre as avaliações. Combinamos as seguintes avaliações:

Um nota: quatro memórias das aulas, uma para cada um dos módulos do componente (educação, cultura, política e economia). Essas memórias devem ser entregues ao professor na semana seguinte ao término da conclusão do módulo. Trata-se de um texto livre, no qual o aluno aborda os assuntos que foram discutidos em sala e sistematiza os conhecimentos/discussões/conceitos/idéias centrais dos autores dos textos básicos e das reflexões levantadas em sala de aula pelo professor e pelos demais alunos da turma.

Outra nota: prova (peso 8) mais participação em sala (peso 2). A prova vai ocorrer depois da finalização dos quatro módulos. O professor vai disponibilizar as questões com antecedência mínima de uma semana. No dia da prova haverá um sorteio das questões que deverão ser respondidas em sala, sem consulta ao material. As questões tratarão sobre as relações entre os quatro módulos do componente.

Outra nota: trabalho de resolução de um problema. Em grupo de três a cinco alunos. Nesse trabalho os alunos devem apresentar um problema e resolvê-lo através de uma pesquisa. Depois, os resultados deverão ser socializados com a turma, no final do semestre. A nota será dividida entre proposta de trabalho/pesquisa (peso 1), relatório final da pesquisa (peso 7) e apresentação (peso 2).

Maçonaria e iluminismo

Oi pessoas, tudo?

Na aula passada, na turma de segunda-feira de noite, uma aluna falou sobre a relação entre o Iluminismo e a Maçonaria. Eu disse que não conhecia nada sobre o assunto. Lembrei disso hoje e achei esse texto de um maçon.

Leiam em http://mastermason.com/cav-artereal/tp05.htm

Alguém sabe mais algo sobre o tema?

sexta-feira, 12 de março de 2010

Agora, a resenha do livro

Crítica/"A Criação Imperfeita"

Em busca de nossas origens cósmicas

ROGERIO ROSENFELD
ESPECIAL PARA A FOLHA

A beleza está nos olhos de quem a observa. Sua definição é subjetiva. Inconscientemente, no entanto, para a maioria das pessoas, a beleza de um objeto está relacionada ao seu grau de simetria. Um diamante tem mais valor caso não possua nenhum defeito que atrapalhe sua forma simétrica. Poucos encontram beleza nas figuras cubistas pintadas por Picasso.
Muitas teorias da física também são guiadas por conceitos de simetria, que podem ser descritos matematicamente. Gostamos de acreditar que as leis do Universo obedecem a simetrias observadas na natureza. Porém, após anos de avanços em pesquisas e medições precisas, sabemos que existem pequenas imperfeições em algumas das simetrias que achávamos serem fundamentais. Mais ainda, essas imperfeições são essenciais para o aparecimento de vida no Universo e, talvez, do próprio Universo. Somos frutos das imperfeições, ou assimetrias, das leis da natureza.
A origem do Universo e a origem da vida sob essa perspectiva são os grandes temas abordados de forma magistral em "A Criação Imperfeita", de Marcelo Gleiser. O livro explora questões fundamentais da física e da biologia, passando por discussões sobre paralelos entre a ciência e a religião e pela conversão pessoal experimentada pelo autor, um ex-reducionista convicto que agora questiona a existência de uma unicidade final das leis da natureza.
Com uma linguagem acessível, mas precisa, Gleiser discorre nas primeiras três partes sobre a busca por uma teoria unificada que descreva todo o Universo e sua evolução. Ele chama essa teoria de "Código Oculto da Natureza" ou "Teoria Final", sonho perseguido desde os filósofos gregos da Antiguidade até os físicos atuais que trabalham na teoria de supercordas.
O livro argumenta que essa teoria pode ser não apenas uma impossibilidade mas também desnecessária, visto que não poderia ser testada experimentalmente com precisão absoluta. E, como reiterado várias vezes no livro, "só sabemos o que medimos". Talvez a resposta definitiva para o Universo, a vida e tudo o mais seja mesmo "42" -piada de "O Mochileiro das Galáxias", de Douglas Adams. Ou seja, pode não existir uma resposta adequada.
No entanto, como Gleiser escreve, "O brilho da ciência, a sua mágica, não diminuirá se uma Teoria Final não existir".
A jornada é mais importante que o destino final. Afinal, durante essa busca através dos séculos, modelos cada vez mais precisos para entender a natureza foram sendo desenvolvidos até chegar ao chamado Modelo Padrão das Interações Fundamentais, que descreve quase todos os fenômenos medidos até hoje. Quase todos, porque sabemos que ainda não entendemos do que é feito 96% do Universo! Novos experimentos podem revolucionar o conhecimento sobre o que chamamos de matéria escura e energia escura, essas componentes do Universo cuja natureza ainda nos é desconhecida.
As duas últimas partes do livro são dedicadas ao estudo do efeito de assimetrias no surgimento e desenvolvimento da vida. Questões filosóficas profundas, como a busca por uma razão de nossa existência, são eloquentemente discutidas.
Será que fazemos parte de um grande e desconhecido plano cósmico? Marcelo defende que nossa existência é consequência de sutis imperfeições, assimetrias aleatórias ocorridas na evolução do Universo. Somos frutos de um "acidente raro, precioso e frágil".
Mas não devemos nos sentir insignificantes. Marcelo propõe que, pelo simples fato de existirmos e refletirmos sobre o Universo, tornamo-nos uma espécie de "consciência" do cosmo. Ele denomina esse conceito de "humanocentrismo".
Uma mensagem do livro é que devemos coletivamente tomar cuidados extremos para não destruir nossa frágil existência. Gleiser consegue uma proeza: escrever um livro sobre ciência com alma. Alma no sentido de humanidade e sensibilidade. É leitura obrigatória.




--------------------------------------------------------------------------------
ROGERIO ROSENFELD é diretor do Instituto de Física Teórica da Unesp

A CRIAÇÃO IMPERFEITA

Autor: Marcelo Gleiser
Editora: Record
Quanto: R$ 49,90 (366 págs.)
Avaliação: ótimo

Para nossa reflexão sobre conhecimento científico - na FSP de hoje

Universo deselegante

Livro do cientista Marcelo Gleiser diz que a física foi iludida pela estética da simetria e tomou o caminho errado

RAFAEL GARCIA
DA REPORTAGEM LOCAL

A tentativa da física de explicar toda a natureza com um único conjunto de regras é a encarnação científica do monoteísmo. Essa é a tese que o físico Marcelo Gleiser -professor do Dartmouth College, de New Hampshire (EUA), e colunista da Folha- defende agora.
Em seu novo livro, "A Criação Imperfeita" (Ed. Record), ele explica por que acredita que fenômenos físicos em desequilíbrio revelam mais coisas sobre a origem do Universo do que as leis simétricas que sábios constroem para descrever o mundo desde a Grécia Antiga. Invertendo a máxima do poeta Vinicius de Moraes, Gleiser diz que "beleza não é fundamental" e que a elegante matemática que vem sendo usada para unificar a física não consegue ser mais do que metafísica.
O principal ataque do brasileiro é contra as teorias que tentam unir a relatividade de Einstein com a física quântica. Essa empreitada, considerada hoje o Santo Graal da ciência, uniria todas as forças da natureza (gravidade, eletromagnetismo e as forças nucleares) numa única explicação. O esforço para tal reúne desde físicos de partículas até cosmólogos.
Contudo, a chamada teoria das supercordas -a principal candidata ao cálice sagrado- existe há décadas sem conseguir propor um experimento que possa testá-la. No livro, Gleiser explica por que acha que os físicos estão apostando fichas demais numa linha de pesquisa ao assumir de antemão que há uma essência única subjacente a toda a realidade.
A criatividade na ciência, é claro, depende de uma certa liberdade de especulação, mas Gleiser nega estar tolhendo isso. Seu argumento é mais uma espécie de reverência à criatividade da natureza. Com seu talento narrativo, ele conta como gregos, renascentistas e físicos quânticos foram driblados pela realidade, uma vez após outra, sempre que acreditavam estar perto da "teoria final" capaz de explicar a essência de tudo.

ENTREVISTA

MARCELO GLEISER

Estou voltando às raízes da ciência
Físico conta por que desistiu da busca pela teoria final da origem do cosmo e adotou uma perspectiva mais empírica

DA REPORTAGEM LOCAL

O novo livro do físico Marcelo Gleiser, 50, pode ser visto como um contraponto a um clássico da divulgação científica, "O Universo Elegante", de Brian Greene, defensor da chamada teoria das supercordas. Segundo essa linha de pesquisa, partículas elementares não são os componentes mais básicos da matéria, e sim minúsculas cordas que vibram em um universo de 11 dimensões. Em "A Criação Imperfeita", o físico brasileiro ataca ideias por trás desse tipo de especulação, que partem do princípio de que existem simetrias ocultas por trás de uma realidade complexa. Em entrevista à Folha, Gleiser explica por que ele próprio mudou de ideia. (RG)



FOLHA - Por que o sr. não acredita que toda a física possa ser unificada em uma única teoria? É uma questão de limitação técnica ou o sr. acredita que não exista uma natureza única subjacente a tudo?
MARCELO GLEISER - Existe um lado pragmático nessa pergunta, porque as informações que nós temos do mundo dependem daquilo que podemos medir. E o que podemos medir é limitado, pois nossos instrumentos têm precisão e alcance limitados. Então, sempre haverá algo sobre o mundo natural que não saberemos. Estou voltando às raízes das ciências naturais concebidas como ciências empíricas, e não metafísica.
O que eu tento dizer é que não há razão concreta empírica para a gente acreditar em uma unidade por trás de todas as coisas. Nesse livro, eu confronto a corrente dominante de pensamento na física de altas energias, que prega a busca de uma teoria unificada. Existe uma outra maneira de pensar o mundo que não é por simetrias.
É justamente o oposto: mostrar que as assimetrias é que são importantes. Isso cria toda uma nova estética da natureza.

FOLHA - A desistência da busca por uma teoria final não pode soar como "derrotismo'? Que tipo de reação o sr. espera de outros físicos?
GLEISER - Já existe um grupo que nunca gostou dessas ideias de unificação e acha isso metafísica. Mas o pessoal da área de supercordas -como Brian Greene e Leonard Susskind, que se acham os caras mais importantes do mundo- defende isso. A Instituição Smithsonian queria fazer um debate comigo e com Greene, mas ele não topou. Também não sou dono da verdade a ponto de dizer "parem de trabalhar nas supercordas". O que digo é que, mesmo que eles cheguem a uma descrição razoável desse assunto, ela não será "a" teoria final.

FOLHA - A busca de simetria em teorias tem a ver com busca de simplicidade. Porque isso é ruim?
GLEISER - Não tenho dúvida de que a busca por simetrias na natureza vai continuar a ser importante. Meu livro não é contra a simetria. Isso seria errado. A ideia de busca pela unificação pode continuar a funcionar e a inspirar muitas pessoas, mas é um erro transformar essa noção em dogma.

FOLHA - O sr. critica o fato de as supercordas serem muito especulativas. Teorias não precisam ser especuladas antes de serem provadas?
GLEISER - Não estou dizendo que especulação é besteira. Pelo contrário: é preciso continuar a fazê-la. Agora, existe o perigo de você perder a noção de o que deve ou não ser feito. A ideia de supersimetria [a simetria entre partículas embutida na teoria das supercordas], por exemplo, foi proposta em 1974. Ela fez uma porção de previsões sobre alguns efeitos que poderiam ser observados em aceleradores de partículas a energias alcançáveis. Vários desses efeitos poderiam ter sido descobertos, mas não foram.
O que foi feito então? Voltaram à teoria, ajustaram alguns parâmetros, mas aí ela não poderia mais ser testada com a energia disponível nos aceleradores de partículas de então. Seria preciso esperar mais uns 15 anos. Assim, a coisa vira um ciclo.

FOLHA - A tese da "navalha de Occam" diz que é preciso achar a teoria mais simples possível para descrever um fenômeno. O sr. concorda?
GLEISER - A navalha de Occam é válida, mas é levada a sério demais. Como você define simplicidade? Simplicidade é beleza? Aí a discussão se complica. A simplicidade às vezes tem mais a ver com facilidade de implementação, manipulação e um uso pragmático da teoria.

FOLHA - O sr. argumenta que a religião monoteísta inspirou a busca pela teoria final, mas critica autores como Richard Dawkins e Daniel Dennett por ofenderem a religião. Seu livro não faz algo parecido?
GLEISER - Meu livro é antimonoteísta e critica a noção de que tudo vem de uma coisa só. Não escondo isso. E eu argumento que o "sobrenaturalismo" não é o caminho do conhecimento. Mas eu tenho a humildade, que Dawkins não tem, de aceitar que a ciência tem seu limite. Há questões além desse limite sobre as quais a ciência tem pouco a dizer. Se você me perguntar se eu sou ateu ou agnóstico, vou dizer que sou agnóstico.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Textos sobre a universidade medieval

Oi pessoas.

Passamos correndo, na segunda, pela história da universidade medieval. Quem deseja se aprofundar um pouco mais pode ler esses textos que foram postados em sites confiáveis. Lembrem que Wikipédia não é um site confiável para pesquisas, ok?

http://www.revistamirabilia.com/Numeros/Num6/art5.html

http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/glossario/verb_c_universidades_medievais.htm

http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/abelardo/universidademedieval.html

http://www.scielo.br/pdf/vh/v23n37/v23n37a07.pdf