MAIO
12 – finalização do módulo 3 com discussão sobre democracia
19 - Início do módulo 4. Vídeo de Marcos Cavalcanti sobre o trabalho e leitura, em sala, de texto de Paul Singer, A crise das relações de trabalho (Professor levará algumas cópias).
26 – ENTREGA DA MEMÓRIA DO MÓDULO 3 e continuação das discussões sobre trabalho e economia com discussão do texto A crise da sociedade do trabalho, de Ricardo Antunes.
JUNHO
2 – Finalização do módulo 4 com discussão do texto Globalização, trabalho e gênero, de Helena Hirata.
9 – Entrega da memória do módulo 4, divulgação das questões da prova, solução de dúvidas e primeira discussão sobre os temas dos trabalhos finais do componente.
16 – Realização da prova
23 - Produção dos trabalhos finais - sem aula presencial
30 – Entrega e discussão das provas e orientação para os trabalhos
JULHO
7 – APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DOS TRABALHOS E AVALIAÇÃO DO SEMESTRE
quarta-feira, 12 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Link dos vídeos exibidos em sala
Link do vídeo exibido em sala sobre o Trabalho, com Marcos Cavalcanti:
http://www.cpflcultura.com.br/video/integra-desafios-contemporaneos-trabalho-marcos-cavalcanti
Link do vídeo sobre política como vantagem, de Marco Aurélio Nogueira
http://www.cpflcultura.com.br/site/2009/11/30/integra-a-politica-como-vantagem-marco-aurelio-nogueira/
http://www.cpflcultura.com.br/video/integra-desafios-contemporaneos-trabalho-marcos-cavalcanti
Link do vídeo sobre política como vantagem, de Marco Aurélio Nogueira
http://www.cpflcultura.com.br/site/2009/11/30/integra-a-politica-como-vantagem-marco-aurelio-nogueira/
NOVO CRONOGRAMA DE AULAS DAS SEGUNDAS
MAIO
10 – Início do módulo 4. Vídeo de Marcos Cavalcanti sobre o trabalho e leitura, em sala, de texto de Paul Singer, A crise das relações de trabalho (Professor levará algumas cópias).
17 – ENTREGA DA MEMÓRIA DO MÓDULO 3 e continuação das discussões sobre trabalho e economia com discussão do Texto A crise da sociedade do trabalho, de Ricardo Antunes.
24 – Finalização do módulo 4 com discussão do texto Globalização, trabalho e gênero, de Helena Hirata.
31 – Entrega da memória do módulo 4, divulgação das questões da prova, solução de dúvidas e primeira discussão sobre os temas dos trabalhos finais do componente.
JUNHO
7 – Realização da prova
14 – Entrega e discussão da prova e orientação para a realização dos trabalhos finais.
21 - Produção dos trabalhos finais - sem aula presencial
28 – APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DOS TRABALHOS
JULHO
5 – APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DOS TRABALHOS E AVALIAÇÃO DO SEMESTRE
10 – Início do módulo 4. Vídeo de Marcos Cavalcanti sobre o trabalho e leitura, em sala, de texto de Paul Singer, A crise das relações de trabalho (Professor levará algumas cópias).
17 – ENTREGA DA MEMÓRIA DO MÓDULO 3 e continuação das discussões sobre trabalho e economia com discussão do Texto A crise da sociedade do trabalho, de Ricardo Antunes.
24 – Finalização do módulo 4 com discussão do texto Globalização, trabalho e gênero, de Helena Hirata.
31 – Entrega da memória do módulo 4, divulgação das questões da prova, solução de dúvidas e primeira discussão sobre os temas dos trabalhos finais do componente.
JUNHO
7 – Realização da prova
14 – Entrega e discussão da prova e orientação para a realização dos trabalhos finais.
21 - Produção dos trabalhos finais - sem aula presencial
28 – APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DOS TRABALHOS
JULHO
5 – APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DOS TRABALHOS E AVALIAÇÃO DO SEMESTRE
Na Folha de S.Paulo de hoje
Inteligência/Roger Cohen
Plágio para todos
Apaga-se a divisão entre propriedade e originalidade |
NOVA YORK - T. S. Eliot certa vez observou que "os poetas imaturos imitam, os poetas maduros furtam". Isso foi antes da agregação, do cortar-e-colar e, sejamos francos, do roubo descarado da era digital. Hoje em dia é tão fácil entrar na rede, ler um artigo e copiá-lo que os professores escolares dizem ter dificuldade para fazer as crianças entenderem o que é plágio.
A agência de notícias Associated Press ficou tão irritada com o furto de seus textos que está montando um registro digital de notícias destinado a proteger seu conteúdo contra o uso não autorizado, por meio de tags (etiquetas) e rastreamento de reportagens. Rupert Murdoch parece estar igualmente irritado e planeja cobrar por todo o conteúdo on-line de seus jornais.
Resta ver se essas tentativas de controlar um meio eletrônico, cuja essência é sua capacidade viral de se propagar, darão certo. Tenho minhas dúvidas. Não há nada de novo no plágio, é claro. Escritores de todas as eras, de Virgílio a Goethe, às vezes escorregaram na fina linha entre o emprestado e o original.
O que parece ser novo, porém, é a erosão da própria consciência de distinção entre originalidade e plágio; ou, para colocar de outra maneira, o surgimento da ideia de que o próprio ato criativo pode ser nada mais que cortar e colar ideias de outros para expressar a natureza dos tempos que correm. Se nosso mundo on-line é cada vez mais o nosso mundo propriamente dito, como podem os autores refletir a realidade sem recorrer à moeda plagiária da web?
Essa pergunta pode parecer estranha. Plagiadores furtam trechos ou ideias sem atribuí-los ao autor. Não há nada intrínseco ao universo digital que impeça dar crédito onde é devido. Exceto que a própria facilidade e o volume do que "está aí" cria um universo em que a propriedade se torna imprecisa.
Nesse contexto, fiquei intrigado pelo caso da autora alemã de 17 anos Helene Hegemann, cuja obra "Axolotl Roadkill", uma crônica da louca e intoxicada cena noturna de Berlim, foi um best-seller. O livro conquistou muitos elogios antes que se apontasse que parte dele fora retirado de um romance chamado "Strobo", de um blogueiro chamado Airen, cuja frase "Berlim existe para se misturar tudo com tudo" é reproduzida no livro.
Hegemann foi ousada, basicamente dizendo que esses críticos antiquados não entendem, este é o nosso mundo, onde se roubam coisas, onde frases originais se dissipam na inexistência, e parte da finalidade de seu livro era ilustrar exatamente isso. "Não existe essa coisa de originalidade, de qualquer modo, apenas autenticidade", ela declarou.
Portanto, "Axolotl Roadkill" é "autêntico" porque reflete o universo de uma alemã de 17 anos, no qual, como diz uma personagem do livro, "eu me sirvo onde quer que encontre inspiração". Hegemann também disse que "não há absolutamente nada de mim mesma" no livro, acrescentando que nem sequer possui a si própria.
Como indicou Laura Miller em Salon.com -crédito onde é devido-, "é como se as pessoas de menos de 25 anos tivessem se tornado equivalentes a uma tribo amazônica isolada da qual não se pode esperar compreensão de nossas proibições do primeiro mundo contra a poligamia ou o canibalismo -apesar do fato de terem crescido entre nós".
Bem, sim, é mais ou menos como me sinto às vezes quando olho para meus filhos adolescentes. É um mundo diferente lá fora. É claro, isso não quer dizer que o canibalismo -ou o plágio- passaram a ser coisas boas. Mas, no último caso, sinto que se torna inevitável (embora lamentável), diante de nossas existências digitais. Minhas simpatias estão com Hegemann e as opiniões que ela defende.
Duas últimas coisas. Primeira, é tamanha a cacofonia reinante que acho que a única maneira de começar a pensar por mim mesmo é simplesmente sair do ar de vez em quando. A segunda é que a agregação é muito mais barata que a originalidade. Custa dinheiro narrar um fato, em vez de "agregá-lo". A economia do século 21 é uma máquina geradora de plágios. A questão é: o que acontece quando ninguém quer pagar para gerar conteúdo original e não há mais nada para plagiar?
domingo, 9 de maio de 2010
Dica da aluna Maria Carolina
Entrevista |
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Dica de um aluno
Claudionor envia esse link de uma reportagem sobre o processo de democratização no Brasil pós-ditadura.
Leiam em http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=8267
abrs
Leiam em http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=8267
abrs
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Resposta ao mail de uma aluna - Para todos
"Por favor, preciso que vc me oriente em como posso melhorar minha compreensão dos textos acadêmicos, pois confesso que estou tendo um pouco de dificuldade. Geralmente quando estou lendo acho um pouco complicado, porém quando vc começa a explicar vejo que não é nenhum
bicho de sete cabeças.
Tem alguma forma de leitura que possa facilitar minha compreensão?"
Recebi esse mail de uma aluna e, como eu sempre acho que a dúvida e dificuldade de um pode ser de mais pessoas, resolvi escrever não só para ela, mas para todos da turma através do blog.
Primeira questão: é compreensível que, em especial no primeiro semestre, o aluno tenha dificuldade de entender alguns textos. É comum, também, entender apenas parte de um texto e não a totalidade dele. Os textos mais complexos o aluno vai compreender na íntegra somente depois de alguns anos, quando já leu e estudou os autores com os quais o autor lido inicialmente estava a dialogar.
Então, não fiquem apavorados quando não entenderem todo o texto. A dica é: continuar o esforço, ampliando o leque de autores que analisam a temática e, em especial, responder a seguinte questão sempre que estiver lendo algum texto: quais são as idéias centrais defendidas pelo autor? Que dados e argumentos o autor oferecer para sustentar essas idéias?
Ao fazer isso, o aluno deixa para um segundo plano as questões secundárias ou até terciárias de um texto. Elas sempre vão existir. Por isso, considero central identificar as idéias centrais, são elas que nos interessam.
Outra questão: usem dicionários comuns e dicionários específicos. Sites de busca na internet também podem ajudar. Uma série de palavras podem ter significados muito diferentes daqueles significados usados pelo senso comum para determinadas palavras. Por que isso acontece? Porque no conhecimento científico usamos conceitos e conceito não é o mesmo que significado literal de uma palavra. Por exemplo, o conceito de Real na psicanálise lacaniana é algo como: “tudo aquilo que é impossível de ser representado por palavras e imagens”. O que isso tem a ver com aquilo que as pessoas consideram real? Nada, não é?
Nas primeiras aulas do semestre, tratamos, ainda que rapidamente, de um texto de Alain Coulon, que trata sobre as fases pelas quais os alunos passam ao ingressar na universidade. Vocês, em boa medida, estão em plena fase de estranhamento. Mas, em breve, precisam sair dessa fase para entrar na fase de afiliação intelectual.
Quem não leu esse texto, precisa ler, ainda está na nossa Xerox. Trata-se da introdução do livro A condição do estudante, lançado pela Edufba. Também sugeri a leitura do texto Trabalhos acadêmicos, de Silva e Silveira, que também está na pasta do componente na Facom. Esse último texto dá algumas dicas de como estudar e ler textos acadêmicos.
Por fim I: é fundamental expor as dificuldades em sala para o professor. Os mais tímidos, falem pessoalmente ou mandem mails,como fez nossa colega. Não fiquem em silêncio, fazendo de conta que estão entendendo tudo. Mas, para isso, é preciso ler os textos obrigatórios e levar as dúvidas para a sala de aula. Muitos alunos não estão lendo os textos e, para esses, só tenho uma coisa a dizer: depois não dizem que eu não avisei! Isso não é uma ameaça, apenas uma constatação daquilo que aconteceu nos anos anteriores nas minhas turmas.
E por fim II: todos os cursos de nível superior são difíceis. Não existe essa coisa de cursos mais fáceis. Curso superior é curso superior, se assim pretende ser chamado e considerado.
Era isso, um abraço e bons estudos.
Leandro
bicho de sete cabeças.
Tem alguma forma de leitura que possa facilitar minha compreensão?"
Recebi esse mail de uma aluna e, como eu sempre acho que a dúvida e dificuldade de um pode ser de mais pessoas, resolvi escrever não só para ela, mas para todos da turma através do blog.
Primeira questão: é compreensível que, em especial no primeiro semestre, o aluno tenha dificuldade de entender alguns textos. É comum, também, entender apenas parte de um texto e não a totalidade dele. Os textos mais complexos o aluno vai compreender na íntegra somente depois de alguns anos, quando já leu e estudou os autores com os quais o autor lido inicialmente estava a dialogar.
Então, não fiquem apavorados quando não entenderem todo o texto. A dica é: continuar o esforço, ampliando o leque de autores que analisam a temática e, em especial, responder a seguinte questão sempre que estiver lendo algum texto: quais são as idéias centrais defendidas pelo autor? Que dados e argumentos o autor oferecer para sustentar essas idéias?
Ao fazer isso, o aluno deixa para um segundo plano as questões secundárias ou até terciárias de um texto. Elas sempre vão existir. Por isso, considero central identificar as idéias centrais, são elas que nos interessam.
Outra questão: usem dicionários comuns e dicionários específicos. Sites de busca na internet também podem ajudar. Uma série de palavras podem ter significados muito diferentes daqueles significados usados pelo senso comum para determinadas palavras. Por que isso acontece? Porque no conhecimento científico usamos conceitos e conceito não é o mesmo que significado literal de uma palavra. Por exemplo, o conceito de Real na psicanálise lacaniana é algo como: “tudo aquilo que é impossível de ser representado por palavras e imagens”. O que isso tem a ver com aquilo que as pessoas consideram real? Nada, não é?
Nas primeiras aulas do semestre, tratamos, ainda que rapidamente, de um texto de Alain Coulon, que trata sobre as fases pelas quais os alunos passam ao ingressar na universidade. Vocês, em boa medida, estão em plena fase de estranhamento. Mas, em breve, precisam sair dessa fase para entrar na fase de afiliação intelectual.
Quem não leu esse texto, precisa ler, ainda está na nossa Xerox. Trata-se da introdução do livro A condição do estudante, lançado pela Edufba. Também sugeri a leitura do texto Trabalhos acadêmicos, de Silva e Silveira, que também está na pasta do componente na Facom. Esse último texto dá algumas dicas de como estudar e ler textos acadêmicos.
Por fim I: é fundamental expor as dificuldades em sala para o professor. Os mais tímidos, falem pessoalmente ou mandem mails,como fez nossa colega. Não fiquem em silêncio, fazendo de conta que estão entendendo tudo. Mas, para isso, é preciso ler os textos obrigatórios e levar as dúvidas para a sala de aula. Muitos alunos não estão lendo os textos e, para esses, só tenho uma coisa a dizer: depois não dizem que eu não avisei! Isso não é uma ameaça, apenas uma constatação daquilo que aconteceu nos anos anteriores nas minhas turmas.
E por fim II: todos os cursos de nível superior são difíceis. Não existe essa coisa de cursos mais fáceis. Curso superior é curso superior, se assim pretende ser chamado e considerado.
Era isso, um abraço e bons estudos.
Leandro
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