quinta-feira, 15 de abril de 2010

Aviso e dica


Pessoas, nesta semana de dilúvio encerramos nosso segundo módulo.

Na próxima aula, iniciaremos a discussão sobre poder a partir de um texto do professor Roberto Machado. O texto já está em nossa pasta na xerox da Facom. O texto é o prefácio do livro Microfísica do poder, de Foucault. No entanto, o livro que está disponível na internet não conta com esse prefácio, por isso, o nosso texto está apenas na pasta da xerox, ok? A referência do texto: MACHADO, Roberto. “Por uma Genealogia do Poder”. In: FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Edições Graal.

Na turma de segunda, esqueci de escolher alguns alunos para iniciar a discussão desse novo texto. Por favor, quais são os voluntários?

O demais textos desse terceiro módulo nós definiremos nos próximos dias. Aguardem os avisos aqui.

Outra coisa: quem deseja mais detalhes da perspectiva teórica que eu apresentei no final da minha aula desta semana, tanto na segunda quanto na quarta, encontra uma boa síntese e história no texto que está disponível no seguinte endereço: http://www.alb.com.br/anais16/prog_pdf/prog03_01.pdf

Um abraço e boas leituras, Leandro

Cultura baiana

Oi, já que falamos sobre identidade e cultura baiana nos últimos dias, eis uma provocação que merece ser discutida, nem que seja por aqui.

leiam http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/acontece-que-ele-e-baiano/

terça-feira, 13 de abril de 2010

Duas dicas

Pessoas. Na aula de ontem (segunda, dia 12), discutimos identidade e gênero. Por acaso (?), dois eventos que ocorrem em Salvador na próxima sexta-feira, dia 16, tratam dessas questões que abordei em sala. Eis eles:

O primeiro

A advogada Maria Berenice Dias vai estar em Salvador no próximo dia 16 de abril, sexta-feira, em mais uma frente de sua cruzada para construir Comissões da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia nas seções regionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Referência na área de direito homoafetivo, Dias pretende mobilizar o movimento social LGBT e os advogados baianos. O evento ocorre no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador, a partir das 19 horas, e terá como anfitriãs as vereadoras Marta Rodrigues (PT) e Vânia Galvão (PT).

A jurista gaúcha tornou-se a primeira juíza e a primeira desembargadora do Rio Grande do Sul. Com renome nacional, montou a Maria Berenice Dias Advogados, que atua em áreas como direito homoafetivo, dentre outras, e é responsável pelo site http://www.direitohomoafetivo.com.br/index.php. O grupo conta com escritório na Bahia e em mais 12 estados e no DF. A jurista tem uma série de livros e artigos publicados, a maioria na área do direito homoafetivo.

O trabalho de Dias para criar as comissões da OAB teve sucesso no Rio Grande do Sul, Pernambuco, Mato Grosso e na cidade de Guarulhos, no interior de São Paulo, e está avançando em mais 4 estados. Ela pretende inserir a Bahia nesse mapa. "Quero aproveitar a oportunidade para fazermos uma reunião, para viabilizarmos a criação da comissão também na Bahia.", afirma. Para a vereadora Marta Rodrigues, será um "momento  importante para discutir o direito ao nome social, à adoção por casais homoafetivos e à união civil de pessoas do mesmo sexo, e colocar essa pauta na agenda do debate jurídico do estado". Renildo Barbosa, da PROHOMO e do Fórum Baiano LGBT, também saudou a iniciativa e tem se mobilizado para divulgar o evento no movimento e no meio jurídico.


O segundo

Palestra: Genética, Política, Raça e Orientação Sexual

Professor Dr. Peter Fry, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Quando: 16 de abril de 2010

Onde: Centro de Estudos Afro- Orientais UFBA (Inocêncio Galvão, 42 - Largo. 2 de Julho - Centro - Salvador)

Horário: 17h

Mais informações: 3283-5509 ou pelo e-mail fabrica@ufba.br

sábado, 10 de abril de 2010

Lembrando de nossas aulas IV

Extrema direita avança na Hungria e no resto do Leste Europeu

Gloria Torrijos
Em Viena


A direita radical, xenófoba e ultranacionalista representada pelo partido Jobbik (Movimento para uma Hungria Melhor) poderá se transformar nas eleições legislativas da Hungria, em 11 e 25 de abril, na segunda força política, desalojando os socialistas do MSZP, no governo, do qual se prevê que sofra um duro revés e caia do primeiro para o terceiro lugar.

A estrita política orçamentária aplicada pelos socialistas em troca do empréstimo de 20 bilhões de euros (cerca de R$ 48 bilhões) pelo Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a União Européia (UE) para salvar a Hungria da falência é impopular entre sua população, que viu maiores impostos, menores ajudas estatais, cortes nas aposentadorias e o cancelamento do 13º salário anual. As razões que alimentam o sucesso do jovem Jobbik – que, embora criado em 2003, participou pela primeira vez isoladamente das eleições para o Parlamento Europeu em 2009, nas quais obteve 15% dos votos (três lugares) - são o descontentamento, a falta de esperança, tensões sociais e agressões, devido à grave crise econômica do país centro-europeu, a pior em sua democracia.

O prognóstico, segundo as últimas pesquisas, de que o Jobbik consiga até 18% dos votos se baseia na falta de confiança nos socialistas, por obrigarem a apertar o cinto, e o desgaste de oito anos no poder.

Mas também porque o Jobbik atiçou o ódio "contra os bodes-expiatórios tradicionais nesta região europeia": ciganos, judeus e homossexuais. A isso somam-se "teorias de conspirações mundiais", analisa Anton Pelinka, catedrático de ciências políticas e estudos do nacionalismo na Universidade Centro-Europeia em Budapeste.

Essa tática encontra um campo fértil entre os populistas de direita nos países da região, em contraposição ao medo da imigração que domina os discursos da direita populista na Europa Ocidental, afirma Pelinka.

Os bancos e as multinacionais são, para o Jobbik, outros culpados, dos quais exige que "paguem impostos" e dos segundos "que paguem mais", e assim "a Hungria voltará a ser dos húngaros".

A intensa campanha eleitoral do Jobbik, mais que a de nenhum outro partido e que quase não é repercutida nos grandes veículos da imprensa local, contribui para seu grande apoio.

Quase diariamente o Jobbik, encabeçado por jovens políticos radicais com conhecimentos de mídia, realiza cerca de 12 atos eleitorais na área deprimida do leste da Hungria, dos quais participam seu líder, Gabor Vona, e o padre Lóránt Hegedus, conhecido por seus slogans antissemitas.

A falta de cobertura jornalística também é compensada pelo Jobbik, considerado neofascista por sua semelhança com o movimento da Cruz Gamada - aliado do Terceiro Reich da Alemanha nazista -, com o contato pessoal de seus ativistas, que vão de porta em porta. Parece que essa estratégia dá frutos entre uma parte do eleitorado.

Com a criação da Guarda Húngara, embora proibida nos tribunais, o "exército" do Jobbik, que marcha marcando o passo, com bandeiras e saudações paramilitares, pelos assentamentos ciganos, amplia o sentimento de medo contra "os inimigos da pátria".

Embora essa força desempenhe um papel decisivo nas eleições e para muitos seja uma ameaça à democracia, as pesquisas preveem uma vitória segura da Aliança de Jovens Democratas, do carismático ex-primeiro-ministro Viktor Orban, que exerceu essa função de 1998 a 2002 e que chegou a ela com apenas 35 anos.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Lembrando de nossas aulas III

FERNANDO RODRIGUES

O voto das mulheres
BRASÍLIA - O voto feminino apresenta até o momento um comportamento curioso na eleição presidencial deste ano. As duas mulheres candidatas para valer na disputa, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), ainda não conseguiram usar o fator gênero para alavancar suas campanhas.
O demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, do IBGE, fez uma análise de seis pesquisas de intenção de voto deste ano -duas delas do Datafolha. Em todos os levantamentos, José Serra (PSDB) leva vantagem sobre a petista Dilma Rousseff no eleitorado feminino.
Serra e Dilma praticamente empatam quando se isola apenas o voto dos homens. Ou seja, a dianteira que o tucano continua a manter deriva da preferência maior que recebe das eleitoras mulheres.
José Eustáquio diz não saber a gênese da dificuldade de Dilma com o eleitorado feminino. Uma pista pode ser o histórico de votação de Lula: "O atual presidente do Brasil sempre teve menos votos entre as mulheres em todas as cinco eleições presidenciais que disputou".
Se tivesse conseguido a mesma proporção de apoio entre homens e mulheres, diz o especialista, Lula teria vencido no primeiro turno as eleições de 2002 e de 2006.
Há também a hipótese do machismo disfarçado, latente na sociedade brasileira -mais conservadora do que se imagina. Eustáquio diz que, conforme estuda o tema, mais dúvidas tem: "Será que o eleitorado feminino está menos propenso a votar em Dilma por um machismo do estilo "mulher não vota em mulher"? Ou, ao contrário, o eleitorado feminino resiste a Dilma por projetar na candidata um machismo que talvez atribua a Lula, como em outras eleições?".
Decifrar esse enigma sobre o comportamento do voto feminino será vital para quem quiser ganhar a eleição. O PT, Dilma e Lula ainda parecem longe de uma resposta.

fernando.rodrigues@grupofolha.com.br

Lembrando de nossas aulas II

LIVROS

Crítica/ "Freud Obras Completas - Volumes 10, 12 e 14"

Edição preserva qualidade de Freud
Tradução de Paulo César de Souza, feita diretamente do alemão, revela o talento literário do criador da psicanálise

LUÍS CARLOS MENEZES
ESPECIAL PARA A FOLHA

A obra de Freud caiu em domínio público em janeiro, ou seja, pode agora ser traduzida e publicada por qualquer editora interessada. Paulo César de Souza, premiado duas vezes por suas traduções de Brecht e de grande parte da obra de Nietzsche, alia a competência do germanista reconhecido a um grande sonho pessoal: o desafio de traduzir a obra de Freud.
Nesta feliz conjuntura, a "nossa clara língua majestosa" (expressão de Fernando Pessoa citada pelo tradutor em seu prefácio), depois de tanto penar com traduções, em geral muito ruins, feitas do inglês, do francês e do espanhol, começa agora a acolher nela a escrita freudiana traduzida diretamente do alemão.
Nos últimos anos, alguns volumes já haviam sido publicados pela editora Imago, detentora dos direitos autorais para o português, traduzidos por uma equipe sob a direção de Luiz Alberto Hanns.
Aqui, no entanto, vou me ater a alguns comentários sobre as "Obras Completas", em vinte volumes, traduzida por Paulo César, dos quais três acabam de ser publicados, com a previsão de mais dois ainda para este ano. Oportunidades não faltarão para se falar também da tradução sob a direção de L.A. Hanns, possibilidades de leitura que, em sua diversidade, vão reavivar o estudo do pensamento da obra de Freud, viga-mestra da psicanálise.
Ambas estão sendo feitas do alemão e por pessoas que têm a medida da importância da obra, da extrema complexidade das ideias que nela são desenvolvidas. Portanto, podemos considerar que ambas são traduções confiáveis, o que é uma fato novo de inestimável importância para quem lê ou estuda Freud em português.
Com a tradução de Paulo César de Souza, parece que não teremos nenhum risco de tropeçar em neologismos ou em artefatos, como palavras marcadas aqui e ali com signos pré-convencionados. Diante das escolhas mais difíceis, Paulo César opta por palavras conhecidas da língua, de maneira que a prosa flui agradavelmente.
Podemos apostar que enfim vamos ter a oportunidade de conhecer, de saborear, o tão falado Freud escritor, este "mestre da prosa alemã" contemplado com o prêmio Göethe em 1930, e que conduz o leitor com simplicidade, elegância e grande versatilidade de estilo pelos labirintos de um pensamento infatigável, irriquieto, impelido pelo esforço em cercar um objeto de estudo por natureza fugidio; pego numa formulação, ele já requer novos esforços para ser reencontrado em outras perspectivas.

"Agieren"
A limitação estará em poder dar conta das derrapagens, dos excessos com os quais se depara a psicanálise. Vejamos um exemplo tirado do artigo "A Dinâmica da Transferência", de 1912, e que se encontra no primeiro volume da série agora publicada.
No último parágrafo, Freud, fazendo uma aproximação da transferência com os sonhos, destaca a dificuldade em trazer "os impulsos inconscientes" para o terreno da lembrança, ou seja, terreno no qual o paciente pudesse reconhecê-los na dimensão de sua própria experiência e dos seus desejos, de sua história. Ao contrário, estes tendem "a reproduzir-se, de acordo com a atemporalidade e a capacidade de alucinação do inconsciente".
Ele (o paciente) "atribui realidade e atualidade aos produtos do despertar de seus impulsos inconscientes; ele quer dar corpo a suas paixões, ...". Em nota de rodapé, o tradutor indica que "dar corpo" corresponde a "agieren" no texto de Freud, e fornece algumas opções de tradução usadas em outras línguas, em quase todas a paixão sendo posta em ação.
Embora a palavra "paixão" já designe uma condição de grande intensidade, próxima de desencadear atos desmedidos, Freud neste contexto precisou dizer que, nesta condição transferencial, a exacerbação passional leva a ações, as paixões são agidas, atuadas. A clínica pós-freudiana reconheceu neste poder de "agieren", por vezes silencioso, sobre o psiquismo do psicanalista uma importância decisiva.
Ora, ao traduzir o "agieren" ... suas paixões" por "dar corpo a elas", o tradutor atenua enormemente a formulação de que o autor necessita para dar a medida do que está descrevendo e do desafio técnico que representa e que vai estar no centro de suas preocupações. "Ele quer dar corpo a suas paixões" respeita o modo de falar do leitor, mas amortece um excesso transferencial, que corre o risco de tornar-se incontrolável, para a qual o psicanalista está apontando.

Desafios clínicos
O mesmo na escolha de instinto em vez de pulsão para traduzir a palavra "trieb" -na obra de Freud um conceito essencial. Opção que de novo protege o texto, este não sofre com um neologismo, mas perde a especificidade que Freud lhe dá e que lhe é indispensável: o seu caráter de compulsão, presente no verbo compelir (obrigar, forçar, coagir, constranger, impelir, empurrar).
Mas, isto dito, reconheçamos que o tradutor fez a sua parte admiravelmente; cabe aos leitores e estudiosos da obra, principalmente quando forem psicanalistas, fazer o trabalho de leitura e trazer o texto para o miolo de onde vêm: os desafios da prática clínica.

LUÍS CARLOS MENEZES é psicanalista e psiquiatra, formado pela Associação Psicanalítica da França (APF) e membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e do Instituto Sedes Sapientiae.


FREUD (1911-1913) "O CASO SCHREBER" E OUTROS TEXTOS - OBRAS COMPLETAS VOLUME 10

Autor: Sigmund Freud
Tradução: Paulo César de Souza
Editora: Companhia das Letras
Quanto: R$ 50 (378 págs.)
Avaliação: ótimo

FREUD (1914-1916) ENSAIOS DE METAPSICOLOGIA E OUTROS TEXTOS - OBRAS COMPLETAS VOLUME 12

Quanto: R$ 48 (314 págs.)
Avaliação: ótimo

FREUD (1917-1920) "O HOMEM DOS LOBOS" E OUTROS TEXTOS - OBRAS COMPLETAS VOLUME 14

Quanto: R$ 52 (434 págs.)
Avaliação: ótimo

PS: o tradutor é baiano e mora em SSA.

Lembrando de nossas aulas I

Crítica/ "A Morte de Freud - O Legado de Seus Últimos Dias"

Ensaio jornalístico traz comentário banal sobre o fim da vida do autor
MARCELO COELHO
COLUNISTA DA FOLHA

"Eu, prof. Freud, afirmo que, após a anexação da Áustria pelo Reich alemão, tenho sido tratado pelas autoridades alemãs e, particularmente, pela Gestapo com todo o respeito e consideração devidos à minha reputação científica; que eu poderia viver e trabalhar em plena liberdade (...) e que não tenho a mínima razão para fazer qualquer reclamação."
Este é o teor do documento que Sigmund Freud, aos 81 anos, foi obrigado a assinar para que pudesse refugiar-se, junto com a família, na Inglaterra. O criador da psicanálise contou com a ajuda de amigos importantes, como a princesa Marie Bonaparte, e com o interesse do presidente americano Franklin Roosevelt, para enfim sair de uma Viena entregue à ferocidade antissemita.
Não havia alternativa. Freud subscreveu o texto que lhe fora imposto, mas acrescentou de próprio punho um adendo irônico: "Posso recomendar a Gestapo a qualquer pessoa".
Histórias desse tipo não são raras em "A Morte de Freud - O Legado de Seus Últimos Dias", pequeno ensaio jornalístico de Mark Edmundson que conta em detalhes o período que vai de 14 de março de 1938, quando Adolf Hitler é recebido triunfalmente em Viena, a 23 de setembro de 1939, quando Sigmund Freud morre depois de receber, a seu pedido, as injeções de morfina que encerrariam os sofrimentos causados pelo câncer.
No exílio londrino, Freud é visitado por personalidades como Virginia Woolf e Salvador Dalí, enquanto escreve o capítulo final de "Moisés e o Monoteísmo".
Colaborador de revistas como "The New Republic" e "Harper's", Mark Edmundson tem boas histórias a contar sobre esses encontros, assim como sobre o amor que Freud dedicava à sua cadela de estimação. Acompanhamos também a sorte de alguns dos personagens de seu círculo familiar (as irmãs de Freud permaneceram em Viena; três delas morreram nos campos de extermínio).

Banalidades
Dirigido a um público leigo, "A Morte de Freud - O Legado de Seus Últimos Dias" não pretende trazer informações inéditas ou interpretações originais. Mesmo levando em conta essa ambição modesta, deve-se dizer que Edmundson abusa dos seus direitos à banalidade.
No fim da vida, diz o autor, Freud "se manteve firme e corajoso; teve até mesmo a equanimidade de produzir novas pérolas de sabedoria, de tempos em tempos". Referindo-se ao médico de Freud, o autor escreve: "Deve ter sido difícil para Schur acreditar que diante dele estava talvez o mais poderoso e influente intelectual de seu século".
Para quem não se incomoda com frases como essas, nem se cansou de ver citada, como se fosse novidade, aquela de Marx sobre "tudo que é sólido se desmancha no ar", o livro de Mark Edmundson pode ser uma boa indicação.


A MORTE DE FREUD - O LEGADO DE SEUS ÚLTIMOS DIAS

Autor: Mark Edmundson
Tradução: Luciano Trigo
Editora: Odisseia
Quanto: R$ 29, 90(232 págs.)
Avaliação: regular